Falando de jogos de empresas
Postado por Professor Glaucio em 17 de setembro, 2009
Em pesquisa realizada na USP, pelo professor Mattar (1998), foram entrevistados 371 alunos, e como resultado, foram apresentadas as seguintes críticas aos cursos de administração: faltaram disciplinas integrativas, pouca atividade prática, e desbalanceamento entre teoria e prática, com a predominância na teoria no curso.
Para corroborar a afirmação da pouca atividade prática Sauaia,(2006) analisa a estrutura curricular dos cursos de graduação de administração da mesma universidade – USP – apontando que menos de 10% da carga horária total é destinada à prática. Em um curso com 4000 horas de duração, há apenas 300 horas de estágio e 60 horas de laboratório de gestão, afirma Sauaia (2006). As demais disciplinas tem seu foco na transmissão de conteúdos teóricos.
Estudos mostram que nosso atual modelo de educação está, ainda, muito mais centrado no “ensinar”, do que no “aprender”, ou seja, ainda priorizamos a transmissão de conteúdos, do que o aprendizado do aluno.
Para muitos autores da educação, o ato de aprender está associado à capacidade de pôr em prática os conteúdos que foram assimilados. Segundo Montessori (apud Cambi, 1999) o ensino deve ser ativo, colocando o aluno como centro da aprendizagem, através da priorização do fazer. Essa prática pode ser obtida através da vivência e aplicação de jogos.
Jogos de Empresas representam um método educacional cuja principal característica é prover uma dinâmica vivencial que guarda grande semelhança com o que ocorre no dia a dia de uma organização (Sauaia, 2006).


