Aos meus alunos de Tecnologia da Gestão

Postado por Professor Glaucio em 29 de junho, 2010

Esse primeiro semestre de 2010, e, portanto, o primeiro período de vocês aqui na FAVENI certamente será inesquecível.

Desafios, dificuldades e conquistas. Momentos de descontração e de tensão. Júbilo e decepções.

Bem vindos ao universo acadêmico, tudo é assim mesmo, como é a vida profissional também. Por isso digo que precisamos viver tudo aqui dentro, pois,  se algo der errado, ainda temos a recuperação, a prova final, e, na pior hipótese, a possibilidade de repetir a disciplina.

Mas na vida não é assim, tudo é mais complexo, mais difícil, e raramente existem chances de reparação. O que acontecer será um fato permanente, e não haverá revisão do resultado.

Então, espero que nesse curto período vivido, e todos os acontecimentos dele, tenham sido para vocês, de fato, uma grande experiência de aprendizado.

Saibam que, para um professor, às vezes é mesmo difícil ser duro com os alunos, de alterar o próprio comportamento e tratamento voluntariamente, no objetivo de propiciar um experiência vivencial completa.

O ganho, para o professor, é que, a cada dia, acumula também mais conhecimento e habilidades, e assim, junto com vocês, torna-se o mestre um aluno.

Guardem bem as lições de gestão, pois o mercado é mesmo exigente, quer mais de nós a cada dia. Pensamos, um dia, que as incríveis novas tecnologias nós dariam mais qualidade de vida, e mais tempo para lazer, porém, o que tem acontecido, é que elas potencializaram nossa capacidade de trabalho, e empresas e mercado passaram a nos exigir o seu uso.

Então futuros gestores, administradores e contabilistas, tenham grande sucesso nessa nova empreitada.

Ficarei em grande expectativa de reencontrá-los muito em breve, seja no ambiente acadêmico, ou de trabalho.

Para fechar vou deixar um vídeo, com algumas mensagens para reflexão. Não são mensagens sobre administração, mas valem para uma vida.

Sucesso a todos!!!

Reféns da mídia

Postado por Professor Glaucio em 28 de junho, 2010

Nos últimos anos a imprensa, através de todos os canais de mídia, transformou a sociedade em reféns de sua opinião, do que lhe é importante, e de um desenho de comportamento social.

Chegou carnaval, a mídia é tomada pelos bailes, desfiles e blocos de rua, como se toda a população brasileira se ocupasse disso. Nas datas festivas, sempre as mesmas reportagens de rua, mostrando gente comprando, como se toda a sociedade pudesse, e lá estivesse repetindo o mesmo comportamento.

Agora, com a copa do mundo, todos os brasileiros são “convertidos” em torcedores contumazes, tornando-se irrelevante todos os fatos simultâneos que acontecem no mesmo momento.

Não resta dúvida que todos brasileiros, assim como grande parte do planeta, se interessam e querem saber tudo sobre o que se passa na África do Sul. O que fica incoerente, é que, num telejornal de 30 minutos, sejam ocupados 25 para a copa, e apenas 5 minutos para todo o restante que está acontecendo.

Até o flagelo sem precedentes que vivem, nesse momento, alagoanos e pernambucanos, não é alvo da atenção da mídia.

Como é incrivelmente escasso matérias sobre o assunto, deixo aqui um vídeo, para que todos possam, por alguns minutos, refletir sobre o estado refém que estamos vivendo.

Debriefing – o momento da verdade

Postado por Professor Glaucio em 25 de junho, 2010

Ao final de cada rodada de um jogo de empresas, chega o momento de mostrar os resultados, que, naturalmente, indicarão vencedores e perdedores.

Ainda que a maioria dos jogos aplicados tenham característica de competição, a proposta dessa dinâmica de ensino é promover reflexões e habilitar o participante no uso de conceitos e ferramentas gerenciais.

Porém, a reflexão, que possibilita essa incorporação de habilidades e conhecimentos, precisa ser realizada por um professor ou profissional habilitado, que seja capaz de estabelecer uma conexão clara entre a realidade e o jogo.

Esse momento do jogo denominamos “debriefing”.

O debriefing é realizado pelo facilitador do jogo, que deve apresentar os resultados da rodada realizada, explicar como cada participante, ou grupo participante alcançou os resultados, e, então, realizar uma conexão entre a experiência vivenciada e o mundo real.

Atualmente o mercado apresenta inúmeras alternativas de produtos que podem atender à demanda de jogos de empresas. Sem dúvida há produtos cuja estrutura conceitual e lógica é indiscutível. Porém, o elemento mais importante, o facilitador, muitas vezes não está a altura do desafio de realizar um bom debriefing.

O facilitador deve reunir algumas características importantes: sólida formação no campo de conhecimento que se aplica o jogo, experiência profissional nesse campo, habilidade em construir conexões de conhecimento, domínio de recursos gráficos para fazer a representação das informações.

Se você quer saber mais sobre o assunto, deixe aqui seu comentário, para trocarmos mais informações.

Quem contratar: inteligentes racionais ou inteligentes emocionais

Postado por Professor Glaucio em 14 de junho, 2010

Numa época em que o único diferencial das empresas são as pessoas, é importante refletir sobre o tipo de profissional que desejamos contratar.

Dos tipos de profissionais desejáveis separei duas categorias para comentar: os brilhantes, e os equilibrados, ou seja, aqueles providos de inteligência emocional.

Habitualmente, nos processos seletivos que desenvolvo percebo que são dois perfis que sempre aparecem. Em raras ocasiões temos candidatos dotados de ambas inteligências. Porém, o mais comum é que uma seja proeminente.

O funcionário brilhante, dotado de inteligência racional, sem dúvida apresenta desempenho acima da média, resolve e equaciona problemas com muita rapidez e alto grau e eficácia. Porém, qualquer insucesso seu, ou dificuldade é sempre justificada por problemas de ordem relacional, com o restante da equipe.

Já o profissional dotado de inteligência emocional, ainda que não tenha a velocidade e a eficácia do racional, geralmente conquista a simpatia e respeito dos colegas, pois sabe a importância do trabalho em grupo, e, com destreza, percorre os complexos caminhos da integração da equipe.

Assim, para as empresas que estão diante da escolha entre um desses profissionais, vai ai uma análise:

Quando contratar o “inteligente racional”: quando a atividade profissional requer acuidade mental e pouca interação com grupo. São profissões onde o isolamento é quase requisito para o trabalho. Profissionais de campos específicos da Tecnologia da Informação, de Ciências Aplicadas e outros campos onde a concentração é mais importante que a interação.

Quando contratar o “inteligente  emocional”: quando a atividade exige e precisa do trabalho em grupo, da troca de informações e conhecimentos, da proposta de equipe.  Ou seja, o emocional se encaixa na maioria das atividades, enquanto o racional tem um campo específico de trabalho.

Bem, se você tem dificuldades de identificar os perfis, faça seu comentário e peça ajuda de profissionais habilitados.

é o professor, ou é o aluno?

Postado por Professor Glaucio em 10 de junho, 2010

Como coordenador de curso estou sempre recebendo alunos em minha sala para que façam seus apontamentos, em geral são críticas a algum integrante do quadro docente.

Há sim, reclamações e colocações procedentes, cuja análise e auditoria posterior atestam a veracidade das alegações.

Porém o que me preocupa efetivamente é que, uma parcela significativa espera que o professor simplesmente transmita conteúdos, de forma enfática e quase no melhor estilo “auto-ajuda”.

É evidente que o papel do professor é o de se tornar um facilitar, mas o estudante (e aqui me refiro ao universitário e ao de pós-graduação) precisa, sem dúvida, romper a barreira entre a condição de aluno, e a condição que pleiteia, seja uma carreira profissional ou acadêmica.

Esse salto, está cada dia mais escasso, pois, ao flagar estudantes de pós esperando que haja respostas prontas e aulas “motivacionais”, esquecem que ali está a linha de transição, onde o aluno ocupa um papel mais ativo, incitando o debate, e, se possível, conduzindo o próprio processo de ensino-aprendizagem.

Este artigo visa, tão somente, alertar aqueles alunos, que já se encontram nesses graus de educação, que é preciso mudar seu papel. Transgridam o modelo passivo na sala, para um estilo ativo, onde você constrói e rompe a ortodoxia, até mesmo assumindo o controle da aula, no sentido produtivo, evidentemente.

Certamente, um educador sério, ficará muito satisfeito ao perceber alunos que, pela competência, participação e capacidade de argumentação consistente e procedente, possa até mesmo ocupar o seu lugar.

Esse não é apenas um tipo de aluno desejado, é também o tipo de profissional desejado.

Precisamos e desejamos melhores professores no futuro. É, então, papel dessa geração superar, com larga margem de vantagem, a qualidade e a capacidade de seus educadores, pois, só assim, teremos ainda melhores profissionais no futuro.

Poderiam os alunos perguntar como, e as respostas estão a nossa frente.

Em nenhum outro momento da história ( e não só desse país, fazendo o trocadilho com nosso presidente) houve tanto acesso a informação e a conhecimento. É esperado que a geração atual seja muito mais capaz de acessar essa ilimitada base de dados planetária, do que as gerações precedentes.

Os recursos atuais, o volume de publicações e a conectividade podem fazer da atual geração gênios perante o passado. Porém, o grande paradoxo, é que estamos vendo exatamente o contrário.

Assim, conclamo vocês, estudantes do nível superior e de pós-graduação a refletir sobre as poucas palavras aqui enunciadas. Superem-nos, e façam mais por nosso futuro!