ESPÍRITO SANTO 2025

Postado por Professor Glaucio em 29 de julho, 2010

Na velocidade que o mundo caminha, não é fácil fazer uma pausa para pensar sobre o futuro. E, nosso futuro chega tão rápido que corremos o risco de ser atropelados por ele, se não nos prepararmos para os possíveis acontecimentos.

Pensar sobre os nossos próximos 15 anos é um desafio, afinal, é quase impossível prever as inovações tecnológicas que virão e como elas mudarão nossas vidas.

Mas, exercitar a mente, e se preparar para os próximos anos de nossas vidas é, também, uma emocionante aventura.

Apresento alguns números que irão animar nosso debate sobre o assunto, que acontecerá no próximo dia 05 de agosto, no auditório da Faculdade PIO XII, a partir das 19 horas:

- Segundo a IBM o nosso conhecimento atual dobra a cada 72 horas

- Estudos do Banco Goldman Sachs apontam que o Brasil será a 4a economia mundial até 2050

- A população do ES é estimada em 3.487.199hab (fonte: IBGE, 2007)

- O PIB total é de 69,5 bilhões (fonte: MACRO/CEE-ISJN, 2009), colocando entre os 10 maiores estados do país

- Vitória é a capital com a maior renda per capita do país

- O Espírito Santo foi o Estado que “estreou” a exploração da camada de pré-sal, iniciando uma nova era do petróleo no país

- Investimentos monumentais estão previstos pela Petrobrás, Vale e outros grupos, com expansão das atividades de petróleo, siderurgia e agronegócios.

- O PIB brasileiro deve crescer acima dos 7% esse ano, e o ES vem, sistematicamente, apresentando um crescimento ainda superior aos indicadores nacionais.

Bem, sempre há números muito positivos, mas há que se lembrar que também há muitos desafios. O ES ainda tem um índice de analfabetismo de 10,6% da população, existem desigualdades regionais, e a maior parte do desenvolvimento está concentrado na região litorânea.

Muito há que ser feito, e principalmente ser debatido.

Numa iniciativa do Governo do Estado, e com o patrocínio da Petrobrás, o documento “Espírito Santo 2025″, disponível no site http://www.espiritosanto2025.com.br/, precisa ser revisitado e discutido com toda sociedade.

É função do Ensino Superior promover a análise, o debate e a discussão sobre nossa sociedade, oportunidades e desafios, construindo as bases para as transformações que poderão propiciar um futuro melhor.

Participe desse processo, comparecendo ao nosso Painel, no próximo dia 05 de agosto, ou deixando seu comentário nesse post.

Liderança – o código

Postado por Professor Glaucio em 28 de julho, 2010

Li uma interessante matéria sobre liderança, e com certeza vale a pena compartilhar com todos.
Como professor sempre sou confrontado a discutir a questão se a liderança é uma característica inata de algumas pessoas, ou é algo que pode ser aprendido.
Agora, temos um estudo científico, que pode obter provas que a liderança pode ser aprendida, e que substâncias em nosso cérebro são ativadas para que esse aprendizado se processe.
Leia a matéria da revista Época Negócios, no link: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI145277-16366,00-O+CODIGO+DA+LIDERANCA.html

Quem contratar: inteligentes racionais ou inteligentes emocionais

Postado por Professor Glaucio em 14 de junho, 2010

Numa época em que o único diferencial das empresas são as pessoas, é importante refletir sobre o tipo de profissional que desejamos contratar.

Dos tipos de profissionais desejáveis separei duas categorias para comentar: os brilhantes, e os equilibrados, ou seja, aqueles providos de inteligência emocional.

Habitualmente, nos processos seletivos que desenvolvo percebo que são dois perfis que sempre aparecem. Em raras ocasiões temos candidatos dotados de ambas inteligências. Porém, o mais comum é que uma seja proeminente.

O funcionário brilhante, dotado de inteligência racional, sem dúvida apresenta desempenho acima da média, resolve e equaciona problemas com muita rapidez e alto grau e eficácia. Porém, qualquer insucesso seu, ou dificuldade é sempre justificada por problemas de ordem relacional, com o restante da equipe.

Já o profissional dotado de inteligência emocional, ainda que não tenha a velocidade e a eficácia do racional, geralmente conquista a simpatia e respeito dos colegas, pois sabe a importância do trabalho em grupo, e, com destreza, percorre os complexos caminhos da integração da equipe.

Assim, para as empresas que estão diante da escolha entre um desses profissionais, vai ai uma análise:

Quando contratar o “inteligente racional”: quando a atividade profissional requer acuidade mental e pouca interação com grupo. São profissões onde o isolamento é quase requisito para o trabalho. Profissionais de campos específicos da Tecnologia da Informação, de Ciências Aplicadas e outros campos onde a concentração é mais importante que a interação.

Quando contratar o “inteligente  emocional”: quando a atividade exige e precisa do trabalho em grupo, da troca de informações e conhecimentos, da proposta de equipe.  Ou seja, o emocional se encaixa na maioria das atividades, enquanto o racional tem um campo específico de trabalho.

Bem, se você tem dificuldades de identificar os perfis, faça seu comentário e peça ajuda de profissionais habilitados.

é o professor, ou é o aluno?

Postado por Professor Glaucio em 10 de junho, 2010

Como coordenador de curso estou sempre recebendo alunos em minha sala para que façam seus apontamentos, em geral são críticas a algum integrante do quadro docente.

Há sim, reclamações e colocações procedentes, cuja análise e auditoria posterior atestam a veracidade das alegações.

Porém o que me preocupa efetivamente é que, uma parcela significativa espera que o professor simplesmente transmita conteúdos, de forma enfática e quase no melhor estilo “auto-ajuda”.

É evidente que o papel do professor é o de se tornar um facilitar, mas o estudante (e aqui me refiro ao universitário e ao de pós-graduação) precisa, sem dúvida, romper a barreira entre a condição de aluno, e a condição que pleiteia, seja uma carreira profissional ou acadêmica.

Esse salto, está cada dia mais escasso, pois, ao flagar estudantes de pós esperando que haja respostas prontas e aulas “motivacionais”, esquecem que ali está a linha de transição, onde o aluno ocupa um papel mais ativo, incitando o debate, e, se possível, conduzindo o próprio processo de ensino-aprendizagem.

Este artigo visa, tão somente, alertar aqueles alunos, que já se encontram nesses graus de educação, que é preciso mudar seu papel. Transgridam o modelo passivo na sala, para um estilo ativo, onde você constrói e rompe a ortodoxia, até mesmo assumindo o controle da aula, no sentido produtivo, evidentemente.

Certamente, um educador sério, ficará muito satisfeito ao perceber alunos que, pela competência, participação e capacidade de argumentação consistente e procedente, possa até mesmo ocupar o seu lugar.

Esse não é apenas um tipo de aluno desejado, é também o tipo de profissional desejado.

Precisamos e desejamos melhores professores no futuro. É, então, papel dessa geração superar, com larga margem de vantagem, a qualidade e a capacidade de seus educadores, pois, só assim, teremos ainda melhores profissionais no futuro.

Poderiam os alunos perguntar como, e as respostas estão a nossa frente.

Em nenhum outro momento da história ( e não só desse país, fazendo o trocadilho com nosso presidente) houve tanto acesso a informação e a conhecimento. É esperado que a geração atual seja muito mais capaz de acessar essa ilimitada base de dados planetária, do que as gerações precedentes.

Os recursos atuais, o volume de publicações e a conectividade podem fazer da atual geração gênios perante o passado. Porém, o grande paradoxo, é que estamos vendo exatamente o contrário.

Assim, conclamo vocês, estudantes do nível superior e de pós-graduação a refletir sobre as poucas palavras aqui enunciadas. Superem-nos, e façam mais por nosso futuro!