Reféns da mídia

Postado por Professor Glaucio em 28 de junho, 2010

Nos últimos anos a imprensa, através de todos os canais de mídia, transformou a sociedade em reféns de sua opinião, do que lhe é importante, e de um desenho de comportamento social.

Chegou carnaval, a mídia é tomada pelos bailes, desfiles e blocos de rua, como se toda a população brasileira se ocupasse disso. Nas datas festivas, sempre as mesmas reportagens de rua, mostrando gente comprando, como se toda a sociedade pudesse, e lá estivesse repetindo o mesmo comportamento.

Agora, com a copa do mundo, todos os brasileiros são “convertidos” em torcedores contumazes, tornando-se irrelevante todos os fatos simultâneos que acontecem no mesmo momento.

Não resta dúvida que todos brasileiros, assim como grande parte do planeta, se interessam e querem saber tudo sobre o que se passa na África do Sul. O que fica incoerente, é que, num telejornal de 30 minutos, sejam ocupados 25 para a copa, e apenas 5 minutos para todo o restante que está acontecendo.

Até o flagelo sem precedentes que vivem, nesse momento, alagoanos e pernambucanos, não é alvo da atenção da mídia.

Como é incrivelmente escasso matérias sobre o assunto, deixo aqui um vídeo, para que todos possam, por alguns minutos, refletir sobre o estado refém que estamos vivendo.

Debriefing – o momento da verdade

Postado por Professor Glaucio em 25 de junho, 2010

Ao final de cada rodada de um jogo de empresas, chega o momento de mostrar os resultados, que, naturalmente, indicarão vencedores e perdedores.

Ainda que a maioria dos jogos aplicados tenham característica de competição, a proposta dessa dinâmica de ensino é promover reflexões e habilitar o participante no uso de conceitos e ferramentas gerenciais.

Porém, a reflexão, que possibilita essa incorporação de habilidades e conhecimentos, precisa ser realizada por um professor ou profissional habilitado, que seja capaz de estabelecer uma conexão clara entre a realidade e o jogo.

Esse momento do jogo denominamos “debriefing”.

O debriefing é realizado pelo facilitador do jogo, que deve apresentar os resultados da rodada realizada, explicar como cada participante, ou grupo participante alcançou os resultados, e, então, realizar uma conexão entre a experiência vivenciada e o mundo real.

Atualmente o mercado apresenta inúmeras alternativas de produtos que podem atender à demanda de jogos de empresas. Sem dúvida há produtos cuja estrutura conceitual e lógica é indiscutível. Porém, o elemento mais importante, o facilitador, muitas vezes não está a altura do desafio de realizar um bom debriefing.

O facilitador deve reunir algumas características importantes: sólida formação no campo de conhecimento que se aplica o jogo, experiência profissional nesse campo, habilidade em construir conexões de conhecimento, domínio de recursos gráficos para fazer a representação das informações.

Se você quer saber mais sobre o assunto, deixe aqui seu comentário, para trocarmos mais informações.

Quem contratar: inteligentes racionais ou inteligentes emocionais

Postado por Professor Glaucio em 14 de junho, 2010

Numa época em que o único diferencial das empresas são as pessoas, é importante refletir sobre o tipo de profissional que desejamos contratar.

Dos tipos de profissionais desejáveis separei duas categorias para comentar: os brilhantes, e os equilibrados, ou seja, aqueles providos de inteligência emocional.

Habitualmente, nos processos seletivos que desenvolvo percebo que são dois perfis que sempre aparecem. Em raras ocasiões temos candidatos dotados de ambas inteligências. Porém, o mais comum é que uma seja proeminente.

O funcionário brilhante, dotado de inteligência racional, sem dúvida apresenta desempenho acima da média, resolve e equaciona problemas com muita rapidez e alto grau e eficácia. Porém, qualquer insucesso seu, ou dificuldade é sempre justificada por problemas de ordem relacional, com o restante da equipe.

Já o profissional dotado de inteligência emocional, ainda que não tenha a velocidade e a eficácia do racional, geralmente conquista a simpatia e respeito dos colegas, pois sabe a importância do trabalho em grupo, e, com destreza, percorre os complexos caminhos da integração da equipe.

Assim, para as empresas que estão diante da escolha entre um desses profissionais, vai ai uma análise:

Quando contratar o “inteligente racional”: quando a atividade profissional requer acuidade mental e pouca interação com grupo. São profissões onde o isolamento é quase requisito para o trabalho. Profissionais de campos específicos da Tecnologia da Informação, de Ciências Aplicadas e outros campos onde a concentração é mais importante que a interação.

Quando contratar o “inteligente  emocional”: quando a atividade exige e precisa do trabalho em grupo, da troca de informações e conhecimentos, da proposta de equipe.  Ou seja, o emocional se encaixa na maioria das atividades, enquanto o racional tem um campo específico de trabalho.

Bem, se você tem dificuldades de identificar os perfis, faça seu comentário e peça ajuda de profissionais habilitados.

é o professor, ou é o aluno?

Postado por Professor Glaucio em 10 de junho, 2010

Como coordenador de curso estou sempre recebendo alunos em minha sala para que façam seus apontamentos, em geral são críticas a algum integrante do quadro docente.

Há sim, reclamações e colocações procedentes, cuja análise e auditoria posterior atestam a veracidade das alegações.

Porém o que me preocupa efetivamente é que, uma parcela significativa espera que o professor simplesmente transmita conteúdos, de forma enfática e quase no melhor estilo “auto-ajuda”.

É evidente que o papel do professor é o de se tornar um facilitar, mas o estudante (e aqui me refiro ao universitário e ao de pós-graduação) precisa, sem dúvida, romper a barreira entre a condição de aluno, e a condição que pleiteia, seja uma carreira profissional ou acadêmica.

Esse salto, está cada dia mais escasso, pois, ao flagar estudantes de pós esperando que haja respostas prontas e aulas “motivacionais”, esquecem que ali está a linha de transição, onde o aluno ocupa um papel mais ativo, incitando o debate, e, se possível, conduzindo o próprio processo de ensino-aprendizagem.

Este artigo visa, tão somente, alertar aqueles alunos, que já se encontram nesses graus de educação, que é preciso mudar seu papel. Transgridam o modelo passivo na sala, para um estilo ativo, onde você constrói e rompe a ortodoxia, até mesmo assumindo o controle da aula, no sentido produtivo, evidentemente.

Certamente, um educador sério, ficará muito satisfeito ao perceber alunos que, pela competência, participação e capacidade de argumentação consistente e procedente, possa até mesmo ocupar o seu lugar.

Esse não é apenas um tipo de aluno desejado, é também o tipo de profissional desejado.

Precisamos e desejamos melhores professores no futuro. É, então, papel dessa geração superar, com larga margem de vantagem, a qualidade e a capacidade de seus educadores, pois, só assim, teremos ainda melhores profissionais no futuro.

Poderiam os alunos perguntar como, e as respostas estão a nossa frente.

Em nenhum outro momento da história ( e não só desse país, fazendo o trocadilho com nosso presidente) houve tanto acesso a informação e a conhecimento. É esperado que a geração atual seja muito mais capaz de acessar essa ilimitada base de dados planetária, do que as gerações precedentes.

Os recursos atuais, o volume de publicações e a conectividade podem fazer da atual geração gênios perante o passado. Porém, o grande paradoxo, é que estamos vendo exatamente o contrário.

Assim, conclamo vocês, estudantes do nível superior e de pós-graduação a refletir sobre as poucas palavras aqui enunciadas. Superem-nos, e façam mais por nosso futuro!

Começamos o curso de Internet, e-commerce e criação de sites

Postado por Professor Glaucio em 23 de maio, 2010

Começou nesse sábado, dia 22/05/2010, as duas primeiras turmas do curso de Internet, e-commerce e criação de sites, na FAVENI, em Venda Nova do Imigrante.

O curso é um projeto inovador, e visa capacitar mão-de-obra local a utilizar a internet como recurso para novos negócios.

O programa do curso foi distribuído em 32 aulas, com duas horas de duração cada uma, sendo que em cada aula o aluno tem acesso à uma série de materiais, disponibilizados na internet, além de receber tarefas para fazer em casa ou no trabalho.

No primeiro encontro os alunos já montaram seu primeiro blogger e conta no twitter, ferramentas que serão amplamente exploradas no decorrer do curso.

Boas vindas aos novos alunos.

Nesse blog, vocês terão acesso a todo material das minhas aulas, na página “sala de aula”.

Conversa com os professores de Brejetuba

Postado por Professor Glaucio em 13 de maio, 2010

Esses últimos dois foram marcantes, pois contei com a companhia e a troca de experiências e informações com esses professores.

Espero que para todos tenham sentido a mesma riqueza desse experiência, que foi para mim.

Parabenizo a diretora da Escola, Prof. Tudy, que tanto contribuiu para que tudo estiver no lugar, assegurando o melhor ambiente para o desenvolvimento do projeto de capacitação, em temas tão relevantes para atualidade.

Informo que deixei a enorme biblioteca de vídeos e imagens que tenho para os arquivos da escola, de forma que fique acessível a todos.

Abaixo, deixo os materiais de aula, para que possam fazer download:

Técnicas Diferenciadas de Ensino v97

Integrando novas mídias a sala de aula parte 1 pdf

Integrando novas mídias a sala de aula parte 2 pdf

Integrando novas mídias a sala de aula parte 3 pdf

Ao baixar os slides alguns vídeos não serão abertos, pois os arquivos não comportam. Como informado os vídeos estão disponíveis na escola.

Para lembrar do nosso encontro, deixo um dos vídeos que foi sugerido, para uma reflexão e uso na sala de aula:

INTEGRAÇÃO DE NOVAS MÍDIAS A SALA DE AULA

Postado por Professor Glaucio em 26 de abril, 2010

Atualmente a educação passa por uma transformação sem precedentes. Uma pressão extrema assola o ambiente educacional, na medida em que a proliferação de novas tecnologias de informação e  comunicação (NTICs) ocupam o papel, antes exclusivo das escolas.

A educação, historicamente, se demonstrou um ambiente resistente a grandes mudanças, e à incorporação de novas tecnologias. No entanto, nossos jovens estão absolutamente integrados a elas, e portanto, não é possível dissociar o ambiente de aprendizagem, do ambiente externo.

Os professores precisam além de cumprir seu papel de educadores, também atuarem como imãs, que atraiam os alunos para escola, assegurando uma sociedade melhor no futuro.

Assim, vejo como a melhor alternativa integrar ao ambiente educacional todas as novas mídias, e os recursos que fazem parte do universo atual: softwares educacionais, blogs, recursos midiáticos diversificados, criação de vídeos, chats, e inúmeras outras tecnologias.

Pensando nisso elaborei um curso específico para professores, e que estou divulgando através de faculdades, twitter, sites e outras ferramentas.

Espero que essa pequena colaboração auxilie professores a evoluirem no caminho de se tornarem educadores plenos, capazes de superar os desafios atuais da educação.

Se quiser receber material da proposta, escreva-me: glaucio@professorglaucio.com.br

Internet, E-commerce e criação de site

Postado por Professor Glaucio em 5 de abril, 2010

No ano passado o Brasil movimentou 10,6bi em comércio eletrônico.  É cada dia mais comum encontrarmos gente que já fez alguma compra de um produto ou serviço pela internet.

Porém, a grande explosão ainda nem começou. A chegada da internet para as classes C e D ainda é pequena e, a cada dia, essa conexão se torna mais barata e mais fácil.

Um mercado de proporções gigantescas está a nossa frente, e chegará muito antes que estejamos pronta. A internet nos celulares será uma realidade, e, empresas concederão crédito para pessoas portadores de celulares pré-pago para que acessem suas páginas e façam negócios.

É por isso que o mercado precisa de milhares de profissionais capacitados para criar sites, desenvolver canais de comércio eletrônico, movimentar as redes sociais.

Esse novo mercado cria oportunidades profissionais em cada recanto do país, onde seja possível um acesso.

Acreditando nisso lançei um projeto embrionário de curso, através da Faculdade Venda Nova do Imigrante: www.faveni.edu.br.

Um curso que pretendo estender para várias outras regiões, moldado para formar profissionais em curto espaço de tempo, capacitados para ingressar ou dar ingresso à novos negócios no mundo virtual.

Palestras gratuitas (exceto custos de deslocamento) podem ser solicitadas por email: glaucio@professorglaucio.com.br.

Conexão Itaberá – parada para novos insights

Postado por Professor Glaucio em 30 de março, 2010

Escrever é tão instigante, que às vezes ao escrever duas palavras, temos o desejo de suprimir três, pois não expressam, de fato, o nosso pensamento.

Somos todos presidiários de um campo limitante denominado “linguagem”.

Sim, os vocábulos são permanentemente ampliados, porém, paradoxalmente, os indivíduos pronunciam cada vez menos palavras em suas frases.  Expressões do tipo “coisa”, “poca”, “trem” substituem raciocínios completos, desfigurando a beleza de uma frase erudita.

São esses obstáculos linguísticos que imprimem a esse pseudo-escritor a necessidade de conceder um sabático à escrita, assegurando que o sentido de suas sátiras ressoem no público que lê.

Assim, no mais breve tempo possível, um retorno se fará.  Mas agora, é tempo de produção de insights.

CONEXÃO ITABERÁ – PARTE III – E ITABERÁ NO CENTRO DE TODAS AS ATENÇÕES

Postado por Professor Glaucio em 31 de janeiro, 2010

A euforia tomou conta da sala. Afinal após aquela complexa e tediosa reunião, uma explicação já poderia ser passada à presidência, que naturalmente se encarregaria de decidir como seria efetuado o comunicado oficial, e quem o faria.

Na sala, alguém denotou que seria fundamental avisar alguma autoridade de Itaberá. Naturalmente o prefeito seria a escolha correta.

Mas o clima de entusiasmo era tão contagiante, que resolveram encarregar o próprio relator da reunião para a tarefa. Tratava-se de um funcionário pacato da administração estadual do Distrito Federal. Aliás, um dos assessores daquele governador, que tem um sobrenome de uma planta que se põe atrás da orelha, quando se está com “mal olhado”.

Bom, apesar de pacato, o funcionário, de estatura mediana, nenhum traço facial proeminente, e acima de qualquer suspeita, tinha uma tarefa que ocupava muito seu tempo livre: era o responsável pelo agendamento das reuniões,  onde ocorriam contribuições para uma suposta compra de panetones, que era distribuída, anualmente, pelo próprio governador às pessoas mais humildes da região.

Justamente aquela semana estava previsto inúmeros encontros para esse pagamento, tornando a agenda de nosso heróico funcionário muito atribulada.

Ainda assim ele realizou uma dúzia de tentativas de ligações ao prefeito de Itaberá. Porém, cada vez que se identificava, como um alto funcionário do governo, e que falava em nome da presidência da república, a secretária do lar, que atendia ao telefone, desligava-o, esbravejando.  Para ela só poderia se tratar de um trote.

Decorridas algumas horas da reunião, e certos que aquela altura o prefeito já estaria informado, o então Ministro da Minas e Energia anuncia, em todos os meios de comunicação disponíveis, que o apagão aconteceu por um problema nas linhas de transmissão que passavam por Itaberá.

Pronto, definitivamente Itaberá se tornaria conhecida de todo país, ainda que, a maior parte da população não tenha a menor idéia de onde fica.

Instantes após o solene comunicado do ministro, que categoricamente afirmava que o problema estava terminado, um jornalista resolve ligar para o prefeito de Itaberá.

Desconectado da mídia, e com pouca informação do problema, foi surpreendido com a pergunta sobre apagão, já que em Itaberá não faltou luz. Não teve dúvida em afirmar que lá a luz não faltou.

Por algum fato, sem explicação científica, o apagão atingiu todo o país, mas a cidade de Itaberá estava protegida por alguma energia de fonte desconhecida.